terça-feira, 03/11/2026

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Investigação revela detalhes sobre recentes ciberataques direcionados a redes de supermercados na Europa

Na última segunda-feira (02/11), uma série de ataques cibernéticos atingiu a infraestrutura de supermercados em seis países europeus, provocando a elevação das temperaturas em sistemas de refrigeração e resultando no descarte de produtos alimentícios.…

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Na última segunda-feira (02/11), uma série de ataques cibernéticos atingiu a infraestrutura de supermercados em seis países europeus, provocando a elevação das temperaturas em sistemas de refrigeração e resultando no descarte de produtos alimentícios. Os países afetados incluem Suécia, Irlanda, Holanda, Estônia, Finlândia, Bélgica e Luxemburgo, levantando questões sobre a segurança digital da cadeia de abastecimento alimentar no continente.

Com o incidente, a rede Carrefour reportou que 15 de suas lojas na Bélgica foram impactadas, enquanto a varejista de móveis Ikea também registrou problemas em uma de suas unidades. Luc De Laet, proprietário de uma rede de açougues na Bélgica, expressou sua indignação ao relatar que suas geladeiras foram manipuladas para uma temperatura alarmante de 18°C. “É revoltante ter que descartar tanta comida”, declarou.

A situação se repete em diversas outras redes, como a Ahold Delhaize e o Grupo Colruyt, que também enfrentaram problemas semelhantes. Na Suécia, a Coop e a ICA relataram que suas lojas foram alvo de manipulações não autorizadas em seus sistemas de refrigeração, enquanto na Irlanda, a Musgrave teve que retirar produtos refrigerados de 13 lojas da rede SuperValu.

Esses ataques são particularmente preocupantes, pois ocorrem menos de um mês após um incidente em que hackers assumiram o controle dos sistemas de mais de 500 supermercados na França, resultando em perdas significativas de alimentos. O aumento da sofisticação e a frequência desses ataques levantam alarmes entre as autoridades, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas na Europa, exacerbadas pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

Katrien Eggers, porta-voz do Centro de Cibersegurança da Bélgica, indicou que a autoria desses ataques permanece desconhecida, mas alertou para a crescente vulnerabilidade das infraestruturas críticas, acentuada pela evolução da inteligência artificial. Christophe Hansen, comissário europeu para Agricultura, reforçou que esses incidentes não apenas visam interromper a cadeia de abastecimento, mas também minar a confiança dos consumidores.

A interconexão crescente de sistemas de refrigeração e outros dispositivos de varejo à internet tem ampliado a superfície de ataque para cibercriminosos. Equipamentos de controle de temperatura, como os fornecidos pela dinamarquesa Danfoss, têm sido identificados como vulneráveis. Especialistas em segurança cibernética afirmam que a falta de exigências financeiras nos recentes ataques pode indicar uma intenção de sabotagem, visando desestabilizar as economias europeias.

À medida que a tecnologia avança, a segurança digital se torna uma prioridade crucial para o setor varejista. O que antes era considerado um desafio técnico agora se transforma em uma questão de segurança nacional, exigindo atenção redobrada das autoridades e das empresas para proteger a infraestrutura alimentar da Europa de futuras ameaças cibernéticas.