domingo, 01/11/2026

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Binance reabre saques de bitcoin e ether após incidente de segurança significativo

A Binance, a maior corretora de criptomoedas do planeta, anunciou neste domingo (1º) a retomada dos saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins, em meio a um dos maiores escândalos de segurança da história…

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A Binance, a maior corretora de criptomoedas do planeta, anunciou neste domingo (1º) a retomada dos saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins, em meio a um dos maiores escândalos de segurança da história do setor. A decisão vem após a empresa recuperar 95% dos US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões) em ativos que foram roubados de sua plataforma, um crime que, segundo o FBI, foi cometido por um grupo vinculado ao governo da Coreia do Norte.

Este roubo, que pode ser considerado o maior assalto financeiro já registrado, destaca um cenário preocupante para o mercado de criptomoedas, que já enfrentou uma série de ataques nos últimos anos. Em 2022, criminosos perpetraram quase 150 ataques, resultando na perda de US$ 2,9 bilhões (R$ 15,7 bilhões), de acordo com a TRM Labs.

A Binance, que nasceu na China, indicou que a primeira fase da liberação de saques incluiria 15 criptoativos, como XRP e dogecoin, com os saques de bitcoin sendo restabelecidos logo após as 3h (horário de Brasília). A corretora informou que, dos US$ 6 bilhões (R$ 32,5 bilhões) recuperados, a maior parte foi obtida através de compra de tokens de reposição, enquanto os 5% restantes envolvem ativos de menor liquidez, que exigirão mais tempo para serem adquiridos.

O FBI atribuiu o ataque ao grupo de hackers TraderTraitor, que tem ligações com a Coreia do Norte, embora o país negue qualquer envolvimento em crimes cibernéticos. As autoridades americanas continuam monitorando a conversão dos ativos roubados, especialmente em ether, e preveem que novos esforços de lavagem de dinheiro possam ocorrer através de plataformas descentralizadas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou sobre a situação, ressaltando que, embora a Coreia do Norte seja suspeita, a confirmação do envolvimento ainda é incerta. A Binance, por sua vez, está colaborando com outras entidades do setor para congelar os ativos que foram subtraídos, e já conseguiu localizar cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,3 bilhões) até agora.

Assumindo a responsabilidade pelo prejuízo, a corretora se comprometeu a cobrir as perdas com seus próprios recursos, alocando cerca de US$ 6,34 bilhões (R$ 34,4 bilhões) para esse fim. Os ativos utilizados para a recompra de tokens vieram de diversas reservas, incluindo o Secure Asset Fund for Users (SAFU), que possui aproximadamente US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) destinado à proteção de clientes em casos de incidentes de segurança.

O co-CEO Yi He anunciou que metade dos recursos do SAFU será utilizada para sanar as perdas, prometendo futuramente reabastecer o fundo. Enquanto isso, o co-CEO Richard Teng descreveu a invasão como um “ataque complexo”, envolvendo técnicas sofisticadas de hacking que dificultaram a investigação.

Após o incidente, os preços das criptomoedas apresentaram queda, refletindo a preocupação do mercado. A Binance, com 335 milhões de usuários e cerca de US$ 162,8 bilhões (R$ 888,6 bilhões) sob custódia, buscou tranquilizar seus clientes sobre a segurança dos ativos.

Em uma nota de agradecimento às autoridades dos EUA, o fundador da Binance, Changpeng Zhao, destacou a importância do apoio recebido no rastreamento e congelamento dos ativos roubados. Zhao, que já enfrentou problemas legais relacionados ao combate à lavagem de dinheiro na plataforma, expressou sua gratidão pela ajuda recebida, atribuindo a estabilidade do bitcoin, até o momento, à intervenção das autoridades. A situação é um lembrete da vulnerabilidade do setor e da necessidade urgente de medidas de segurança mais robustas.

Crédito da imagem: FBI acusa Coreia do Norte de roubar criptomoedas