terça-feira, 03/11/2026

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Inteligência Artificial desenvolve vírus autônomos para eletrodomésticos

A revolução da “internet das coisas” (IoT) está transformando nossos lares, trazendo conveniência com robôs aspiradores, assistentes de voz e televisores conectados. No entanto, essa interconexão crescente também levanta alarmantes questões de segurança, especialmente…

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A revolução da “internet das coisas” (IoT) está transformando nossos lares, trazendo conveniência com robôs aspiradores, assistentes de voz e televisores conectados. No entanto, essa interconexão crescente também levanta alarmantes questões de segurança, especialmente com o avanço da inteligência artificial (IA). Um novo relatório da Anthropic sugere que dispositivos domésticos, se mal protegidos, podem se tornar alvos de softwares maliciosos baseados em IA, capazes de se instalar e proliferar de forma autônoma.

Os pesquisadores alertam que não é mais necessário contar com supercomputadores para espalhar um ataque — um simples conjunto de aparelhos conectados pode ser suficiente. Os chamados “vermes”, que já são um problema conhecido na segurança cibernética, poderiam ganhar uma nova dimensão com a IA, permitindo que eles se adaptassem e evoluíssem rapidamente em resposta a diferentes sistemas operacionais e medidas de proteção.

Experimentos realizados pela Anthropic demonstraram que modelos de IA podem ser executados em dispositivos simples, como TVs Android de baixo custo. Em testes, um modelo foi capaz de se replicar e infectar outros aparelhos, mostrando que o potencial para um ataque em larga escala existe, mesmo em um ambiente controlado. A velocidade com que um “verme de IA” poderia se instalar em dispositivos desconhecidos é alarmante, levando de um a dois dias para se propagar.

O que torna essa ameaça ainda mais preocupante é a possibilidade de formar uma rede de bots composta por eletrodomésticos. Um único dispositivo pode ter capacidade limitada, mas uma rede crescente de aparelhos infectados poderia aumentar exponencialmente a velocidade de propagação do malware. A descentralização desse tipo de ataque tornaria extremamente difícil sua contenção, comparando-se a um mofo digital que se espalha sem controle.

Recentemente, incidentes na França demonstraram as consequências potencialmente devastadoras de ataques a sistemas conectados, quando hackers manipularam sistemas de refrigeração em supermercados, causando estragos em alimentos e danos técnicos. Embora não haja evidências de que um “verme” de IA tenha estado por trás desses ataques, a pesquisa da Anthropic revela um caminho preocupante: a IA pode facilitar o desenvolvimento de ataques cibernéticos de forma muito mais eficaz do que se imaginava. A segurança dos dispositivos conectados precisa ser uma prioridade, à medida que a tecnologia avança e a complexidade das ameaças se intensifica.

Crédito da imagem: Exemplo de sala de estar com pé-direito duplo