Um ataque cibernético dirigido a uma prestadora de serviços de refrigeração impactou as operações do Établissement Français du Sang (EFS), a entidade responsável pela coleta e distribuição de sangue na França. O incidente, que ocorreu na última segunda-feira (2), afetou o controle de câmaras frias em três unidades regionais, embora as autoridades tenham garantido que não houve impacto sanitário significativo até o momento.
Conforme revelado pelo semanário Le Canard Enchaîné, a empresa Coolworld, responsável pelos sistemas de refrigeração, foi o alvo do ataque. Informações alarmantes indicam que as câmaras, projetadas para manter amostras a temperaturas de -30°C, foram programadas, de forma irregular, para atingir 110°C. Esta situação crítica envolvia não apenas o armazenamento de sangue, mas também bolsas de plasma utilizadas em transfusões e na produção de medicamentos.
O EFS assegurou que, apesar das anomalias detectadas nos parâmetros de funcionamento, não houve perda de produtos sanguíneos. A rápida identificação do problema por um técnico de plantão permitiu intervenções eficazes que garantiram a segurança dos estoques. “A segurança dos estoques foi preservada graças aos sistemas de monitoramento e alarme”, declarou o gabinete da ministra da Saúde, Stéphanie Rist.
Em resposta ao ataque, medidas de segurança foram intensificadas, incluindo a desativação de acessos remotos aos equipamentos afetados e a transferência dos produtos armazenados para outras unidades. As investigações ainda estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do ataque e avaliar a extensão do dano.
Esse incidente ocorre em um contexto mais amplo de vulnerabilidades cibernéticas, seguindo um ataque recente a refrigeradores de supermercados em vários países europeus. O Ministério da Saúde prometeu um novo informe assim que as informações técnicas forem consolidadas, ressaltando a necessidade de uma vigilância constante frente a ameaças digitais que podem comprometer a segurança da saúde pública.



