A ascensão de Lillian Droniak, a famosa “Vovó Droniak”, se destaca como um exemplo inspirador de como a terceira idade pode ser repleta de vida e oportunidades. Com 96 anos, a americana conquistou 15 milhões de seguidores no TikTok, utilizando sua popularidade para financiar suas despesas em um lar de idosos, que chegam a impressionantes US$ 12 mil por mês. Sua história começou a ganhar notoriedade em junho, quando revelou ter sido ameaçada de despejo por organizar festas, mas um acordo permitiu que ela continuasse suas confraternizações, desde que sem bebidas alcoólicas.
Droniak atribui seu sucesso a uma abordagem positiva em relação ao envelhecimento, mostrando aos jovens que a vida não se limita à inatividade. “Estou aqui para mostrar que envelhecer não é tão ruim assim”, diz ela, ressaltando a importância de se divertir mesmo na terceira idade. Com o auxílio de seu neto, que edita seus vídeos, ela conseguiu transformar seu carisma em parcerias comerciais com diversas marcas, garantindo não apenas sua estadia no lar, mas também contribuindo financeiramente para a educação de seus bisnetos.
Além de Droniak, outras mulheres mais velhas estão rompendo estereótipos e conquistando espaços nas redes sociais. Viv Truran, de 82 anos, também se destaca no cenário digital, compartilhando seus looks vibrantes e conquistando uma base sólida de seguidores que, em sua maioria, são bem mais jovens. A sua trajetória começou após a perda do marido, quando decidiu documentar sua nova vida e se tornou uma referência para aqueles que temem o envelhecimento. “Não é tão ruim assim”, é o mantra que ela repete para suas jovens admiradoras.
Grace Geramita, conhecida como Nonna Gracie, é outro exemplo notável. Com 85 anos, ela compartilha suas receitas tradicionais e histórias de vida com milhões de seguidores, trazendo à tona a importância da família e das tradições. Seu neto a incentivou a gravar vídeos, e apesar de inicialmente hesitante, Geramita agora se emociona ao receber mensagens de apoio de todo o mundo, mostrando que a culinária pode ser uma ponte entre gerações.
Essas mulheres, ao se tornarem influenciadoras digitais, não apenas desafiam os estereótipos associados ao envelhecimento, mas também oferecem uma nova visão do que significa ser idoso no mundo moderno. Como observa Naomi Baker, da We Are Social, a lealdade e o poder aquisitivo destas criadoras tornam-nas valiosas para as marcas, enquanto proporcionam um conforto emocional a seus seguidores, que frequentemente as veem como figuras maternas ou avós virtuais. Um fenômeno que revela que a idade pode ser apenas um número, e que a capacidade de se reinventar é atemporal.



