quinta-feira, 22/10/2026

Dólar R$ 5,02 Euro R$ 5,64

Globo IA

Dólar R$ 5,02 Euro R$ 5,64

A origem do termo “inteligência artificial” e a proposta de Trump para sua alteração

A nomenclatura “inteligência artificial” remonta a 1955, quando um grupo de pioneiros nos Estados Unidos se reuniu para discutir a possibilidade de criar máquinas que imitassem o raciocínio humano. Entre os envolvidos estavam figuras…

Compartilhe:

A nomenclatura “inteligência artificial” remonta a 1955, quando um grupo de pioneiros nos Estados Unidos se reuniu para discutir a possibilidade de criar máquinas que imitassem o raciocínio humano. Entre os envolvidos estavam figuras notáveis como John McCarthy, Marvin Minsky e Claude Shannon. O termo surgiu da necessidade de distinguir essa nova área de pesquisa, que misturava matemática e engenharia, das abordagens já existentes, como a cibernética, que se concentrava mais na automação e controle de sistemas.

Com o passar das décadas, a IA evoluiu de um conceito teórico para uma realidade prática em diversas aplicações. No entanto, recentemente, essa tecnologia se tornou o foco de discussões políticas, especialmente quando o ex-presidente Donald Trump sugeriu a substituição do termo “inteligência artificial” por “superinteligência”. Segundo Trump, a expressão atual dá a impressão de que a tecnologia é “falsa”, o que pode desvirtuar o potencial que ela realmente possui.

Trump fez essa proposta durante sua participação na Assembleia Geral da ONU, onde enfatizou sua intenção de que o novo nome fosse adotado em documentos oficiais dos EUA, além de outras nações. A ideia, embora polêmica, não apresentou uma fundamentação técnica clara e levantou questionamentos entre especialistas sobre suas implicações. Anderson Soares, um dos principais nomes em IA no Brasil, argumenta que a mudança de nomenclatura reflete mais uma estratégia política do que um avanço real no entendimento da tecnologia.

Além disso, os especialistas alertam que a adoção de um novo termo pode não ser bem recebida pelo público. A introdução de palavras como “superinteligência” pode reforçar o medo em relação à IA, em um momento em que a sociedade ainda tenta compreender suas aplicações básicas. De acordo com pesquisas recentes, a maioria da população, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, expressa mais preocupação do que entusiasmo em relação ao avanço da inteligência artificial.

Em meio a essa discussão, a comunidade científica ressalta que o termo “inteligência artificial” já possui um significado bem estabelecido e sua alteração pode não ser tão simples. A busca pela definição de inteligência, seja humana ou em máquinas, continua a ser um desafio em aberto. Portanto, a mudança proposta por Trump parece mais um reflexo de uma agenda política do que um passo significativo para o futuro da tecnologia.

Crédito da imagem: Por que Trump quer mudar o nome da IA?