quinta-feira, 22/10/2026

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Tribunais e Anatel interrompem sistemas devido a vulnerabilidades no PHP; governo emite comunicado de alerta.

A recente descoberta de falhas graves de segurança na linguagem de programação PHP, que afeta uma vasta gama de sites e sistemas, levou a Anatel e diversos tribunais brasileiros a suspenderem precocemente o uso…

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A recente descoberta de falhas graves de segurança na linguagem de programação PHP, que afeta uma vasta gama de sites e sistemas, levou a Anatel e diversos tribunais brasileiros a suspenderem precocemente o uso do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Essa decisão visa proteger dados sensíveis e garantir a integridade dos processos administrativos digitais.

PHP, uma das linguagens mais utilizadas na web, é o motor por trás de plataformas populares como Facebook, Wikipedia e WordPress. Contudo, a vulnerabilidade identificada permite que invasores possam acessar servidores sem necessidade de autenticação, o que representa um risco significativo para a segurança dos sites que não forem atualizados rapidamente. Thiago Ayub, especialista em telecomunicações, alerta que cerca de 70% dos sites ainda utilizam PHP, tornando a situação ainda mais crítica.

Na quarta-feira (21), o Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (CISC) emitiu um alerta para que todos os órgãos públicos realizem a atualização de seus sistemas, enquanto o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República reforçou a necessidade de ação imediata. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos também confirmou que todos os sistemas desenvolvidos em PHP foram temporariamente retirados do ar para evitar possíveis invasões.

Além do Brasil, países como os Estados Unidos e a França também tomaram medidas preventivas similares. A Agência de Segurança Nacional dos EUA solicitou que organizações corrigissem as falhas rapidamente, enquanto na França, várias autoridades locais, incluindo a Prefeitura de Polícia de Paris, tornaram seus sites inacessíveis após a detecção da vulnerabilidade.

As falhas foram inicialmente relatadas em agosto por empresas de segurança cibernética, incluindo a Calif e a OpenAI, e foram posteriormente aprofundadas pela Wiz, que utilizou inteligência artificial para identificar e explorar as vulnerabilidades. A Wiz classificou essas descobertas como algumas das mais sérias na história do PHP, destacando a importância da tecnologia de IA na detecção de problemas que permaneceram ocultos por mais de uma década.

À medida que as instituições tomam medidas para proteger seus sistemas, resta saber se essas ações serão suficientes para mitigar os riscos e proteger a integridade dos dados dos cidadãos brasileiros.