Nas últimas horas, uma imagem que causou polêmica nas redes sociais alegando mostrar uma manifestante rasgando uma bandeira de Nossa Senhora Aparecida durante um ato em apoio a Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte foi amplamente compartilhada. No entanto, a veracidade da foto é questionável e, segundo investigações, trata-se de um conteúdo gerado por inteligência artificial.
A imagem, que circula em plataformas como X, Facebook e Instagram, retrata uma mulher vestida com uma camiseta do Brasil em um ato que ocorreu no último sábado (24). As reações a essa publicação incluem comentários de indignação e tristeza, refletindo a polarização política atual. É importante lembrar que, durante a campanha, surgiram rumores sobre a intenção de figuras políticas de direita em deslegitimar a imagem de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, o que pode ter contribuído para o frenesi em torno da imagem.
Contudo, a equipe do g1 confirmou que a foto não foi publicada em nenhuma de suas plataformas. Utilizando ferramentas de detecção de conteúdo gerado por IA, como o SynthID e o Sightengine, os especialistas apontaram que a imagem é artificial, com 96% de probabilidade de ter sido criada por algoritmos. O SynthID, por exemplo, insere uma marca d’água em conteúdos gerados para facilitar a identificação, algo que não foi encontrado na suposta imagem.
Além disso, a ausência de uma certificação confiável do C2PA, iniciativa que visa estabelecer padrões de autenticidade para conteúdos digitais, reforça a suspeita de que a imagem não é genuína. Nesse sentido, a propagação de fake news como essa não apenas distorce a realidade, mas também alimenta um clima de hostilidade e desconfiança na sociedade.
Em tempos de desinformação, é crucial que os usuários das redes sociais verifiquem a autenticidade das informações antes de compartilhar. A imagem da mulher rasgando a bandeira de Nossa Senhora Aparecida é um exemplo claro de como a manipulação digital pode influenciar percepções e criar divisões.
Crédito da imagem: Reprodução


