quinta-feira, 22/10/2026

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Vídeo que liga Brizola a Bolsonaro é manipulação gerada por inteligência artificial

Um vídeo que tem circulado amplamente nas redes sociais atribui declarações infundadas a Leonel Brizola, ex-governador e político proeminente, associando o ex-presidente Jair Bolsonaro a milícias. No entanto, a veracidade do conteúdo é questionável…

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Um vídeo que tem circulado amplamente nas redes sociais atribui declarações infundadas a Leonel Brizola, ex-governador e político proeminente, associando o ex-presidente Jair Bolsonaro a milícias. No entanto, a veracidade do conteúdo é questionável e já foi desmentida. A gravação, que utiliza técnicas de inteligência artificial para manipular a fala de Brizola, viralizou em plataformas como X, Facebook, Instagram e TikTok desde 15 de outubro.

O vídeo apresenta uma narração que distorce as palavras de Brizola, alegando que ele teria alertado sobre Bolsonaro, descrevendo-o como um líder de milícias e um corrupto. Contudo, essa afirmação é uma farsa. A manipulação foi feita a partir de um trecho de um debate presidencial de 1989, onde Brizola não menciona Bolsonaro em momento algum. A análise das falas reais revela que Brizola discorria sobre a repressão durante a ditadura militar, sem qualquer referência ao ex-vereador do Rio de Janeiro.

Para verificar a autenticidade do material, o Fato ou Fake utilizou a plataforma InVID, que fragmentou o vídeo para realizar buscas reversas. O resultado confirmou a origem do trecho verdadeiro, que não se relaciona com Bolsonaro. Além disso, três ferramentas de detecção de manipulação de IA atestaram que o áudio do vídeo foi adulterado, com probabilidades que variam de 99% a 99,4% de que se trata de um conteúdo gerado artificialmente.

Essa situação ressalta a crescente preocupação com a disseminação de informações falsas nas mídias sociais, especialmente quando se utiliza tecnologia avançada como o deepfake, que pode comprometer a integridade de figuras públicas. A manipulação de imagens e sons, além de ser enganosa, pode ter sérias repercussões no debate político e na percepção pública.

Crédito da imagem: Reprodução