segunda-feira, 26/10/2026

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Assinatura em caderno de votação não é prova de fraude nas urnas, esclarece especialista

Recentemente, um vídeo circulou amplamente nas redes sociais, onde uma mulher aconselha os eleitores a assinarem o caderno de votação durante as eleições, alegando que isso garantiria a prova do voto e ajudaria a…

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Recentemente, um vídeo circulou amplamente nas redes sociais, onde uma mulher aconselha os eleitores a assinarem o caderno de votação durante as eleições, alegando que isso garantiria a prova do voto e ajudaria a evitar fraudes nas urnas. Contudo, essa informação é falsa.

A desinformação começou a ganhar força na sexta-feira (26), especialmente em plataformas como Instagram e Facebook. No vídeo, a mulher insiste que a assinatura é essencial e afirma que, sem ela, seria difícil provar a ocorrência de fraudes. Ela também orienta os eleitores a não aceitarem desculpas dos mesários para não assinarem o caderno.

Porém, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rapidamente desmentiu essa afirmação em uma nota oficial publicada no domingo (25). O documento esclarece que a assinatura no caderno de votação não tem validade para futuras auditorias, pois o que realmente conta é o voto digitado e confirmado na urna. A nota ainda enfatiza que aqueles que utilizam a biometria para se identificar estão dispensados de assinar o caderno, uma vez que a impressão digital já comprova o comparecimento ao local de votação.

Além disso, a assinatura pode até atrasar o processo eleitoral. A única situação em que um eleitor deve assinar o caderno é se a biometria não for reconhecida após quatro tentativas, momento em que é necessário fornecer o ano de nascimento, dado que não está disponível no caderno. Para garantir a transparência do processo eleitoral, os resultados podem ser verificados através do Boletim de Urna (BU), que é um documento impresso ao final da votação e pode ser confrontado com os dados divulgados pelo TSE.

Esse episódio reforça a importância da verificação das informações antes de compartilhá-las, especialmente em um contexto eleitoral onde a desinformação pode impactar a confiança do público no sistema. A responsabilidade de cada eleitor é fundamental para assegurar a integridade do processo democrático.