quinta-feira, 22/10/2026

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MC Cabelinho retoma críticas a Flávio Bolsonaro após remoção de vídeo pela Meta

A recente derrubada de um vídeo do cantor MC Cabelinho, em colaboração com o portal Revelando, ilustra a complexa relação entre redes sociais, política e as diretrizes eleitorais no Brasil. O conteúdo, que abordava…

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A recente derrubada de um vídeo do cantor MC Cabelinho, em colaboração com o portal Revelando, ilustra a complexa relação entre redes sociais, política e as diretrizes eleitorais no Brasil. O conteúdo, que abordava a polêmica de Flávio Bolsonaro, acusado de ter atuado como funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, foi excluído pela Meta, proprietária do Instagram, em meio a um cenário tenso de eleições.

Em resposta à exclusão, MC Cabelinho manifestou sua indignação nas redes sociais, convidando seus seguidores a assistirem ao vídeo no YouTube, uma alternativa que ainda estava disponível. Às 14h, o Revelando também se manifestou, reafirmando o caráter do conteúdo e criticando a decisão da Meta. “Voltei, tropa”, disse o cantor em uma nova postagem, tentando contornar a situação e manter o diálogo com seus fãs.

A justificativa da Meta para a remoção do vídeo se baseia em normas eleitorais que restringem a veiculação de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA) nas 72 horas que antecedem a votação. A empresa informou que essa medida visa garantir a integridade do processo eleitoral, e que a identificação automática de sinais de uso de IA leva à indisponibilidade de tais conteúdos durante o período crítico.

No entanto, figuras públicas como Gregório Duvivier e Fábio Porchat não hesitaram em criticar a decisão, chamando-a de um boicote à liberdade de expressão. O Revelando já havia enfrentado problemas semelhantes anteriormente, levantando questões sobre os interesses por trás da censura de conteúdos que tratam de temas relevantes e de interesse público.

A derrubada do vídeo de MC Cabelinho ocorre em um contexto mais amplo de vigilância sobre conteúdos políticos nas redes sociais, especialmente em um momento tão delicado como o segundo turno das eleições. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia solicitado à Meta informações sobre como a empresa está lidando com a distribuição de conteúdos políticos, apontando preocupações com a isonomia no tratamento das campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

A resolução que rege esses procedimentos foi criada para evitar manipulações e garantir um ambiente eleitoral justo, mas a eficácia e a aplicação dessas regras estão sob intenso escrutínio. À medida que as eleições se aproximam, a questão de como as plataformas digitais regulam e moderam conteúdos políticos continuará a ser um tema central no debate sobre democracia e liberdade de expressão no Brasil.