Na última sexta-feira (23), o Parlamento da Grécia tomou uma decisão importante ao aprovar um projeto de lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 15 anos. Com a nova legislação, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027, o país se junta a uma crescente lista de nações que buscam proteger a saúde e segurança de crianças e adolescentes em um ambiente digital cada vez mais complexo.
O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis destacou que as plataformas digitais terão um prazo de dois meses e meio para implementar mecanismos eficazes de verificação de idade, além de garantir a privacidade dos usuários. A Grécia, por sua vez, é uma das sete nações da União Europeia que trabalham em conjunto com a Comissão Europeia para estabelecer padrões para essa verificação.
Esse movimento legislativo surge em resposta às preocupações sobre os impactos negativos das redes sociais na vida dos jovens, como a “rolagem infinita”, que tem se mostrado prejudicial ao sono, à concentração e ao convívio social das crianças. O governo grego acredita que essa medida será um suporte valioso para os pais na tarefa de limitar o tempo que os filhos passam online.
Vale lembrar que a Austrália foi o pioneiro na implementação de uma legislação semelhante no ano passado. Enquanto isso, a França enfrentou um revés quando seu próprio projeto de lei foi barrado pelo Conselho Constitucional em agosto, devido a complicações na verificação de idade e suas implicações para todos os usuários, incluindo adultos.
Aproximando-se desse debate, a Grécia se posiciona como um exemplo de ação proativa, buscando não apenas regular o uso das redes sociais, mas também promover um ambiente mais saudável e seguro para as futuras gerações. Resta agora observar como essa legislação será implementada e quais efeitos ela poderá ter na sociedade grega e além.



