sábado, 24/10/2026

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Iniciativa de jovem visa ajudar na localização de desaparecidos após terremoto na Venezuela

Em meio ao desespero causado pelos recentes terremotos na Venezuela, Jorge Bastidas, um programador de 32 anos que reside na Argentina, tomou a iniciativa de criar um portal de apoio para as famílias afetadas.…

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Em meio ao desespero causado pelos recentes terremotos na Venezuela, Jorge Bastidas, um programador de 32 anos que reside na Argentina, tomou a iniciativa de criar um portal de apoio para as famílias afetadas. A plataforma, chamada “Desaparecidos Terremoto Venezuela”, foi lançada apenas quatro horas e meia após os tremores, com o intuito de reunir informações sobre pessoas desaparecidas e facilitar o contato entre familiares.

Bastidas, que estava em Bogotá a trabalho quando soube dos terremotos, rapidamente cancelou seus compromissos e começou a tentar se comunicar com sua família, sem sucesso. Assim como ele, muitos venezuelanos se sentiram impotentes diante da situação. “Eu gostaria de ter podido estar lá e ajudar de uma forma mais direta, mas não tinha como fazer isso”, desabafa, refletindo sobre a frustração de estar longe em um momento tão crítico.

Desde sua criação, a plataforma já registrou mais de 82 mil casos de pessoas desaparecidas, dos quais cerca de 29.486 ainda não puderam ser contatadas. A falta de uma resposta oficial do governo venezuelano, que até o momento não divulgou uma lista de desaparecidos, intensificou a indignação de Bastidas. “O governo tem os recursos para procurar os desaparecidos e fornecer informações verificadas à população, e não o faz”, critica.

Com a ajuda de inteligência artificial, Bastidas conseguiu estruturar a página e moderar os conteúdos, enfrentando até mesmo tentativas de sabotagem, como ataques de bots e alterações não autorizadas em registros. Ele e sua equipe estão comprometidos em garantir a integridade da informação e a segurança do portal, um reflexo da necessidade urgente de apoio diante de uma tragédia que ainda deixa muitos sem respostas.

O envolvimento de voluntários e o trabalho conjunto com profissionais da saúde, como a advogada Daneli Hernández, têm sido cruciais para a atualização dos dados. Eles se uniram para transcrever listas de pacientes em hospitais e cruzar essas informações com os registros da plataforma, em um esforço para trazer um pouco de tranquilidade para as famílias que aguardam notícias de seus entes queridos.

Enquanto o governo se mantém em silêncio, iniciativas como a de Bastidas mostram a força da solidariedade e a capacidade da sociedade civil de responder a crises. “Não deveríamos esperar pelo Estado para agir”, afirma ele, reafirmando seu compromisso em buscar respostas e proporcionar alívio a quem mais precisa. O trabalho ainda está longe de ser concluído, mas o portal já se tornou um ponto de referência vital em meio ao caos.